Sinais Escritos na Palma da Mão
As portas do novo céu abrem-se só com uma mão
Aqui na imensidão deste vale
Onde me sento e espero…
Aqui e aí…
Desfraldam-se bandeiras num único sinal
As flores silvestres afagam-me o peito solto
Não as vejo, nem as consigo cheirar
Os pólens diversos pintam-me o magro rosto
Um grito às armas, mudo e colossal
Recolhe-se nas minhas mãos
Prolifera a fome…escarpou os mais altos cumes
O vermelho pó, cresce até à exaustão
E eu desconheço este longo silêncio
Cresce em espiral
Dali posso lançar-me num voo celestial
Não sinto dor
Arregaço as mangas
Esvazio os bolsos
Trago no olhar a fome
Dolores Marques
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Miércoles, Febrero 11, 2009 - 12:49
Poesia :
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Comentarios
Re: Sinais Escritos na Palma da Mão
As portas do novo céu abrem-se só com uma mão
Aqui na imensidão deste vale
Onde me sento e espero…
Aqui e aí…
Desfraldam-se bandeiras num único sinal...
Mais um excelente poema que encontro no WAF! :-)
Re: Sinais Escritos na Palma da Mão p/Dolores
Nas tuas mãos brotam poemas
no voo celestial das tuas palavras...
beijo
Re: Sinais Escritos na Palma da Mão
"Trago no olhar a fome
E nas mãos crescem-me nacos de pão"
Se todos dessem um pouco...
Gostei
bjs
Re: Sinais Escritos na Palma da Mão
"Privar um poeta de sua língua é roubar-lhe a metade da alma."
(Joaquim Nabuco)
...poesia como a sua sente-se nas encostas encarpadas das terras altas de granito...nas serras da vida. Abraços.