Bárbaro
Bem depois dos dia e das estações, pessoas e países,
A bandeira em carne viva sobre a seda de oceanos e flores árticas; (elas não
existem.)
Livre das velhas fanfarras do heroísmo — que ainda nos atacam cabeça e
coração — longe dos velhos assassinos —
Oh! A bandeira em carne viva sobre a seda de oceanos e flores árticas; (elas
não existem.)
Doçuras!
As brasas, chovendo em rajadas de geada, — Doçuras! — os fogos na chuva
de vento de diamantes lançada pelo coração terrestre eternamente carbonizado
para nós. — Ó mundo! —
(Longe dos velhos refúgios e das velhas chamas, que se ouve, e se sente,)
As brasas e as espumas. Música, abismos invertidos e choque de flocos de
gelo contra os astros.
Ó doçuras, ó mundo, ó música! E lá, as formas, os suores, os cabelos e os
olhos, flutuando. E as lágrimas brancas, borbulhantes, — ó doçuras! — e a
voz feminina que chega ao fundo dos vulcões e grutas árticas.
A bandeira...
Jean Arthur Rimbaud
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Comentarios
Re: Bárbaro
Muito bom, gostei de ler! :-)