A camuflagem do réptil humano

 

Ele não queria ser notado pelos outros.
Sentia-se diferente e vulnerável. O que aconteceria se assumisse protagonismo?  Podia ser comido. Devorado! 
Já tinha visto tantas rapinas, doninhas e cães por ali, que seria arriscado sair da camuflagem.
E afinal a camuflagem era o seu abrigo. Se fazia parte da sua pele, então fazia parte dele. Dele enquanto ser. Do seu ser.
Por outro lado, o sol chamava-o. Sabia que precisava do sol. Quando não havia calor e só existia sombra, ele sentia o seu corpo definhar. Sentia-se mais pesado, sonolento e fatigado.
Estava tão dependente do sol…
… e se dependia do sol, então era porque o sol também fazia parte dele.
Nesse dia, a prudência e a imprudência, conviviam em harmonia. A harmonia era tal, que ele resolveu-se «expor», sem aparecer por completo, tão pouco.
Se a camuflagem não o tornava invisível de todo, então tornava-o irreal aos olhos de quem cobiça. Era um contorno de transparência ao sol!
Somente foi capturado por uma lente indiscreta que o revelou e eternizou.


Essa Emoção era instinto básico:
“Auto-preservação” … num cérebro reptiliano.

 

Sugestão:

http://worldartfriends.com/pt/club/foto/mimetismo-i

 

A.R.R.

in Pequenos Contos da Natureza e do Homem

Ricardo Rodeia

 - Ricardo de Rá -

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Miércoles, Agosto 3, 2011 - 16:54

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RICARDORODEIA

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Comentarios

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Camuflagem...

Li com prazer o texto. Bela metáfora!

Parabéns!

:)

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Muito obrigado pela

Muito obrigado pela leitura.

Cumprimentos,

Ricardo.

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