Sobre dores e curas

Derreto-me tal tocha de candeio –
Fogacho súbito em luz e fagulhas.
Com teu toque de seda, me incendeio,
Em febre me ferves e me borbulhas.


O fogo que arde vísceras permeio –
Em brasas me deito e não me torturas...
Minh’alma aquentas em brilho que veio
Da tua áurea porcelana e candura.


Fogueira me parte e me deixa ao meio –
Duas metades que cabem em uma
Sorte lançada entre touro e toureiro.


Não percebo queimor de queimadura,
Mesmo que em ardente chama me queimo...
Teu sopro vermelho me mata e cura.

 

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Jueves, Septiembre 15, 2011 - 18:05

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Cortilio

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