NOITE SEM FREIO

Divago como efeito dominó
pelos labirintos de sangue do meu corpo.

Tempo de puzzle gago.

Grito a minha vez como o vento tomba
a sua voz no peito primaveril das árvores.

Degusto o sol e a lua.

Como cacto se alimenta da aridez da vida
que em funil se dilata na pele do calendário.

Cascata ao contrário por onde caio.

Como faísca de um trovão sem trela a descer o céu.

Azul desmantelado em promessas,
enxurrada de almofadas atulhadas de pedra.

Rio sem pontes onde escutar
o toar da alma nas margens quietas
onde as flores apalpam a polpa do meu sentir.

Como varandas de vistas cegas
em queda subtil pela careca do destino.

Noite sem freio como euforia
de pneu furado na berma de um estrada.

Ida pavimentada a mentol onde ardem as palavras.

Viagem de lei insípida
que me une os lábios às águas de um beijo ácido.

Como castigo turvo dos quilómetros do impossível.

 

 

 

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Miércoles, Octubre 19, 2011 - 21:55

Poesia :

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Henrique

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