A ti

Eu te seguiria até o fim. Diria então, lá longe, onde estariamos eternamente juntos que foi bom querer-te.

Eu te amaria como hoje. Não haveria largado o erro de contar passos, contando os meus passos em direção ao teu marcador de passos reutilizavel e, não me interessaria em mencioná-lo numa declaração de amor ora tardia.

Sinto-te intensa, tal qual a mulher a procurar o ar com mais força para nada dizer-me ( e eu nunca me prendi ao que pudesses dizer, embora sempre esperei que dissesses sem ter que dizer, como sempre fiz).

Sinto-te forte. Um golpe perfumado de ti vem ao meu rosto. Sinto teu gosto. Teu gosto em fazer-me de mim o teu companheiro é o enigma a ser decifrado.

Decifrei montantes de teorias, dediquei longas horas a não me apaixonar novamente por ti e, estou novamente aqui.

Eu te colocaria na improvável cor celeste. Cobriria-te de brilho e te chamaria de "Meu céu". Eu inventaria novas constelações com o teu nome e novos céus com tua cor. E todos os céus com tua cor teriam mais brilho em noites que seriam como o nosso quarto de encontro. E tornaria a amar-te, como amo hoje.

Eu queria saber do fim antes de ti. Assim te falaria que é bom ou que ruim e assim, estaria pronta para o fim.

Não estou pronto para o fim mas, por ti, eu sigo até o fim.

 

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Miércoles, Noviembre 2, 2011 - 23:48

Poesia :

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robsondesouza

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