Eterno Aprendiz

Batia e tornava a bater no papel
Cortava e cosia e,
Como por encanto floriam nas suas mãos pares e pares de palavras,
que de palavras não eram, mas sim versos dotados de mãos como a gente.
Eram leves e desembaraçadas em forma de concha
E, prendiam os laços que cruzavam as nascentes excelsas,
As fontes celestes dos temas diversos,
a cair por íntimos canais, por alvéolos de granito escorrendo,
os vaus da sua alma inquieta, pelas margens incertas da residual vida,
no raio refractado de mãos de poeta,
erguidas aos céus agradecia o ser eterno aprendiz.

Desafio posto, desafio aceite.

Espero que gostes.

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Viernes, Abril 17, 2009 - 14:53

Poesia :

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admin

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Comentarios

Imagen de Conchinha

Re: Eterno Aprendiz

E como é bom ser eterno aprendiz, de espírito.

Gostei muito de ver nascerem palavras das mãos, em concha.

bjo

Imagen de Isabor

Re: Eterno Aprendiz

Como um flagrante, em todo o seu esplendor: um poeta parindo versos de suas mãos.
Bela fotografia!
Beijo.

Imagen de jopeman

Re: Eterno Aprendiz

Divinal. A tua poesia é sempre mais que um simples escrito, é expressão, é sentimento, é a alma a bradar em versos.
Adorei ler-te...como sempre
Bjo

Imagen de Anonymous

Re: Eterno Aprendiz P/Treva

Não seremos todos eternos aprendizes?

Vamos cortando e cosendo :-x

beijo

Imagen de Obscuramente

Re: Eterno Aprendiz

Tem o teu "Feitio" este poema... selvagem...!
:-)

Adorei... mesmo muito...

Beijo...

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