Alma finita

Estou a conhecer-me
Estou a ver realmente quem sou
Sob esta água que limita meu reflexo
E que vagueia (ela) calma
Contornando meu corpo,
De tão perplexo, num passeio
Vago e perfeito,
Como vagueia minha alma

Estou perto de te ver
De nos teus olhos,
Meu reflexo parecer brilhar
Como naquela noite, em que pela ultima vez
Teus olhos vi piscar

Estou a reconhecer-te, Mãe
Essa pele enrugada que sempre beijei
Essas mãos frias,
Que me tocavam suavemente na face
Vestido de um sorriso reluzente
De que sempre estiveste presente

Agora é a minha hora
Vou poder reencontrar-te
Como se fosse o dia depois da noite
(Em que desapareceste)
E me deixaste pela primeira vez
Naquela noite, sozinha
Naquela noite

Agora só vejo água nos olhos
Não sinto meu corpo de tão frio
È a noite que me agarra e me leva
È o fim do piscar dos meus olhos
È a noite depois da tua
È a noite, aquela noite?

 

Patricia Alturas 

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Sábado, Diciembre 17, 2011 - 15:34

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patricia alturas

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