Eram rosas os meus olhos
De costas no sobrado
E o corpo cansado
Com os olhos no tecto
E só o tecto, o mesmo tecto
Onde rabiscam sonhos por alcançar
Com os braços caídos
Os joelhos erguidos
E as mãos sobre o ventre
No ventre, e só o ventre
Concavo lugar de uma lágrima minha
A escorrer nas tábuas lisas
Do meu cansaço
Vermelhos os tempos
Em que as rosas me desfloravam o véu
Rosas, eram rosas os meus anos de menina
A saltar sobre todos os ventrículos
De uma terra vã
Rosas, eram rosas os meus olhos de menina
A desviarem-se dos tempos escusos
A contemplar os templos
Onde descansam os corpos
E desfilam as almas
Por todos os cantos
Onde se guardam os braços
Que ceifaram todos os tempos
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Lunes, Diciembre 26, 2011 - 15:49
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Comentarios
Eram rosas os olhos que viam
Eram rosas os olhos que viam o tempo mesmo
Que fosse cruel, eram rosas.
Linda tua poesia!
Beijo