No maciço vertical da pedra...

No maciço vertical
Da pedra,
Saturada de aço gémeo,

Com suas janelas
Inestéticas, como olhos
Vazios
De estátuas;

Na frigidez
Altiva
Das torres;

No encontro,
Das colunas com os
Degraus,

É que dormem
As flores –

O sono possível
Do papelão

A Cidade I (O Membro)
Jorge Humberto

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Jueves, Febrero 23, 2012 - 12:07

Poesia :

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Jorge Humberto

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Querida amiga Odete,

Querida amiga Odete,

agradeço que tenhas tirado de teu tempo, que sei ocupado, para me visitares e deixares-me uma correta leitura de meus poemas, e por me definires tão bem. Nem eu próprio me diria melhor... assumo a responsabilidade de narrar em meus poemas, a voz que o povo cala, por estar sujeito a estigmas e falsos pudores, muitas vezes incutidos desde a infância.

Por outro lado gosto muito de escrever a beleza, que nem sempre nos deixam ver, por outros acharem que somos líricos e sonhadores, mas antes isso que ir na vida a olhar para trás sem um golpe de asa sequer.
 

Sim... concordo... sou muitas vezes um poeta de cenários, pois sou observador e até uma simples pedra tem seu significado, em estar ali. Gosto de lançar meus olhos, ao objecto desejado, retirar-lhe as arestas e em linhas limpas,
desenhar um quadro, como que numa fotografia, que nada esconde e tudo realça sem exageros, que possam ferir a paisagem.

O amor é o que sou nos outros e os outros em mim. Sou apenas o reflexo da beleza de cada um. Por isso sou muitos e minha poesia assim é diversificada, abrangente, azul que vai nos azuis, um pedaço de mil outros pedaços.

E é na comunhão dos amigos, dando e recebendo, que me sinto feliz e realizado. Um incentivo para mim tuas sábias palavras. Boa correção de testes. Sempre te irei ler e espero a graça de tua presença no meu cantinho, sempre que o bem dito tempo te o deixar.

Beijinhos mil
Jorge Humberto

Imagen de Odete Ferreira

Escolhi este poema

Escolhi esta poesia, amigo Jorge Humberto,  - podia ser outra - para deixar a minha visão sobre a a tua obra ;

não esperei pela finalização da correção de testes smiley, senão não sei quando poderia analisar uma série de poemas teus...

Um olhar original e sentido, na abordagem de problemáticas de cariz social, revelando a indignação em versos poeticamente belos,

ainda que choquem pelo impacto que o uso de algum léxico provoca, sobretudo nos chamados poemas de intervenção ou meditação.

Em outros poemas, revelas uma poeticidade lírica, pela sensibilidade palpável, cantando uma NATUREZA que emociona.

Diria também que és um poeta de cenários, quer sejam mais descritivos ou meditativos.Em outros, não falta a exaltação do amor, no que este sentimento tem de

mais belo, o afeto, a emoção...

Desculpar-me-ás se não comentar, pelas razões que já te expuz...

Bjo

 

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