CORPO: PEDAÇO DE CARNE FRESCA E SUCULENTA
Senti o teu fôlego, em cima de mim,
Tuas pernas, em volta das minhas,
Teu sexo desejoso do meu corpo…assim.
As tuas mãos agarravam, o meu cabelo preso,
Como se uma égua, quisesses domar,
Todo o teu corpo, era um farol acesso,
À espera do meu barco, aportar…
O teu impulso em me ter, foi explosivo,
Como uma bala de canhão, em casco de navio,
Confesso que não estava à espera de algo tão emotivo,
Apanhaste-me desprevenida, de fio a pavio.
A vontade de me despedir,
Quase não foi nenhuma, pensei mesmo em ficar,
Mas depois percebi que o melhor, era mesmo ir.
Quando atravessamos a rua, e me deste a mão,
Pensei na vontade tremenda de ficar ali parada,
Só a sentir o momento, com o bater do coração,
Enquanto era beijada…
Mas, depois caí em mim,
Não podia ceder a vontades alheias,
Percebi que não podia acontecer assim,
Deixar-me levar tão depressa, pelas tuas teias.
Afinal, aquilo que querias, era passageiro,
Apenas, vias em mim, um bom bocado de carne fresca e suculenta,
Pensei mesmo, que não eras igual aos outros, brejeiro,
Enganei-me redondamente, mais uma vez, a ilusão ganhou à minha razão...lenta.
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Comentarios
Intenso, sem dúvida...
Uma poesia intensa... Gosto :)
Cara Elsa, Deveras
Cara Elsa,
Deveras intenso...foi escrito quase a ferro e fogo.
Joana
Belíssimo poema, Joana!
Belíssimo poema, Joana!
Gostei particularmente desta parte:
"Senti o teu fôlego, em cima de mim,
Tuas pernas, em volta das minhas,
Teu sexo desejoso do meu corpo…assim.
As tuas mãos agarravam, o meu cabelo preso,
Como se uma égua, quisesses domar,
Todo o teu corpo, era um farol acesso,
À espera do meu barco, aportar…"
Parabéns!
É um prazer ler-te.
Beijos
Caro Gil, Fico grata que
Caro Gil,
Fico grata que minhas resumidas linhas, sejam objecto do teu gosto e comentário.
Joana
"A vontade de me
"A vontade de me despedir,
Quase não foi nenhuma, pensei mesmo em ficar,
Mas depois percebi que o melhor, era mesmo ir.
Quando atravessamos a rua, e me deste a mão,
Pensei na vontade tremenda de ficar ali parada,
Só a sentir o momento, com o bater do coração,
Enquanto era beijada…"
Meu deus! Alguém mate a fera!
Que poema indomado!
"O teu impulso em me ter... foi explosivo!"
BOOOM Adorei.
:-)
Caro Henrique, Quando me
Caro Henrique,
Quando me deixas estes teus "mimos" a vontade que tenho é a de rosnar, feito uma leoa...
Um beijo especial de parabéns (mais um).
Joana
Um poema triste, mas bem
Um poema triste, mas bem escrito.
Gosto muito de te ler, Joana.
Beijinho,
:-)
Querido Albano, A mensagem
Querido Albano,
A mensagem final realmente é de engano, tristeza, mas o que é verdade, é que só aprendemos e crescemos com estas lições.
Obrigado, mais uma vez, pela tua visita...bem sabes, quanto estimo a tua opinião.
Joana