A ver
Vês-te
Como só tu te sabes olhar,
Aquilo em que muitos fingem acreditar
Sem to dizer…
Tu dizes que não queres saber.
Vês-te
Ora triste quando os outros te vêem sorrir,
Ora desejando que aquilo que estás a sentir
Não se chegue a perceber.
Vês-te
Perdido,
Cansado,
Ferido de morte…
Vês-te e tentas esconder
Que o que vês não é uma questão de sorte
Ou azar.
Vês-te
Tantas vezes num mundo de pernas para o ar
Que só o que de ti vês
Te sabe bem porque te pôe triste…
E te anima
Como podes tu dizer que te vês
Se tudo aquilo em que tu crês
Não existe?
Em que mais podes tu crer
Se o mundo onde tentas sobreviver
É feito do ódio e da raiva que te mina.
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Viernes, Marzo 23, 2012 - 13:44
Poesia :
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Comentarios
pareço eu!!
Nem me conheces e falas de mim!!! Sério parece a minha consciência a falar. Parabéns meu poeta.
parece que conheço muita
parece que conheço muita gente! :))))
não teremos todos a mesma consciência? a diferença é que cada vez mais, a maioria faz orelhas-moucas à sua consciência. eu trato bem da minha, escuto-a.
obrigado, um beijo
Rui
emoções
Na senda do contraditório,
vezes demais apreendemos
aquilo que as emoções ditam
negligenciando a lucidez dos sentidos.
Um abraç0o!
Abilio Henriques
muito de contraditório, sim,
muito de contraditório, sim, como o é, o sentimento por vezes :)
obrigado pelo comentário, Abílio.
Um abraço!