Falsos poetas


entre a terra e o inverno
um círculo de águas incompletas
no confronto primário no frio do lobo
qual eco colectivo de todos os átomos
embrenhados numa inóqua razão.

são chuvas enroladas nas pedras,
em recolhas eremitas sem diálogo
no rio complexo entre as terras e as gentes,
como ciência ancestral no uivo tenebroso
onde as palavras tremem em pasmo solitário.

sem epílogo ou coisa real
são feridas abertas em prólogos ilusórios,
guarnecidas de brumas irônicas
na curiosa tendência...onde vive o falso poeta.

eduarda

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Martes, Abril 3, 2012 - 19:44

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Eduarda

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ilusão

Quando o prólogo é ilusão
o epílogo é um rotundo "não"!

Saudações!

_Abilio

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