“Desespero ambulante”

-A esperança é teu ânimo de salvação
Barco sem rumo nas ondas do mar
Por vezes, fechado ao coração
Gemendo embalos sobre o olhar…

-Que fosses a pedra mais alta da serra
E sentisses o vento que sabe cantar
Quando ouves o frio, ameno, sobre a terra
Sem lábios ou musgo que possas beijar…

-E fitas meu peito, de gritos gigantes
Como se, ali, batalhasses ardor…
Quantas falsidades e traições constantes
Sem carinho ou templo, que me liberte a dor…

-Sim! - Fui a mão que abriu da ilusão
Num vento capaz, auréola da mocidade;
Lágrimas perdidas chegando em vão
Por resmas de ti, montando idade.

-Vi-te no tempo que me aconteceu;
Nas páginas brancas, enquanto te lia;
Se da voz sobrou, na voz morreu
O momento vivido se te conhecia.


***

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Viernes, Abril 20, 2012 - 23:30

Poesia :

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antonioduarte

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Belo... abraços... ....)...(@

Belo...

abraços...

....)...(@

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Eis aqui um exemplo de um bom

Eis aqui um exemplo de um bom poema!!!

Abraço

:-)

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