ConfinAmentE

Estamos no auge da tecnologia,
Vivemos no apogeu das mídias,
Experimentamos tudo ao extremo.

Da virtualidade,
Da virilidade,
Da banalidade.

Que mandam,
Que comandam,
Que desmandam.

No pensamento,
Nos valores,
Nos pudores,
Nas escolhas,
No confinamento.

Alienação?
Contravenção?
Compaixão?
Decisão?

Marx e Engels,
Denominavam:
Dominante,
Dominado,

Paulo Freire,
Opinava:
Oprimido,
Opressor.

Não importa,
Hoje qualquer sujeito,
Está sujeito,
A viver confinado,
A viver adestrado.

O sedentarismo cerebral,
Atrofia a mente,
Deseja somente,
Ficar demente.

O altruísmo cerebral,
Alivia a mente,
Enseja permanentemente,
Abrir a mente.

A sociedade estagnou, não suporta mais tanta carga, descarga, recarga.
Ainda não enxerga-se sua amplitude, sua grandeza, sua força.
O sedentarismo cerebral atrofiou as pessoas, ninguém quer mais pensar, agir, decidir, comprometer-se, muito menos constantemente, mudar.
Busca-se tanto o folgar, o tirar proveito, a negligência fica escancarada, sobrepõe-se a falta de companheirismo, de cumplicidade, de respeito.
Enfrenta-se a cultura da promiscuidade, da futilidade, da banalização da corrupção.
Encontra-se uma cultura conformista, derrotista, sensacionalista.

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Domingo, Abril 29, 2012 - 00:20

Poesia :

Su voto: Nada (2 votos)

unapoetisa

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Comentarios

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Meu ilustre e maravilhoso Ricardorodeia,

Cada vez a humanidade torna-se mais confinada...anestesiada...sem sentido...mal sentido.

Tristemente, assistimos a este conformismo, inconformante!rs

É sempre adorável, vossa interação!

Bjs

Imagen de Henricabilio

Egos

Vivemos mecanica_mente,
autómatos de sangue & carne
para quem tudo é indiferente,
conta a_penas o ego, em charme.

Belo trabalho intervencionista, uma das áreas em que a literatura
pode ter um papel determinante.

Saudações!

__Abilio.

Imagen de unapoetisa

Meu querido amigo,

Abilio,

Ego, eis palavra certeira,
para descrever este pensamento,
que se desencanta com a mente,
atrofiada, travada, confinada,
da sociedade, da individualidade.

Sempre grata e honrada de tuas belas palavras, que complementam os pensamentos!

Bjs

Imagen de RICARDORODEIA

Em jeito de autómato, ali

Em jeito de autómato,
ali caminha o "homem-máquina", no vai-e-vem do "formigueiro-cidade"...
e sem vontade...
de pensar.

- com formismo já sem forma -

Boa meditação.

Bjs.

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