Rejeição
Com mais de mil ferros me mataste;
O coração que tanto te quería;
Choro agora a dor que não sentía;
Por todo este amor puro renegaste.
Foge de mim a vida em prantos longos;
Se carinhos mil te dei que não pediste;
Dos fogos e calores que não sentiste;
No meu peito me róiem vermes gongos.
Se me ceifar a vida é com prazer;
A mais ninguém desdita esta devo;
Sem teu querer a viver me não atrevo;
Milagre algum me poderá jamais valer.
Por esse mundo afora me vou perder;
Desta vida nada mais peço ou desejo;
No teu peito só vontade há de despejo;
Só no meu vontade existe de não viver.
Longe vai esta minha ideia torta;
Sonhar mudar o mundo desumano;
Por mais que sonhe amor à minha volta;
Nada mais serei eu que um vil mundano.
Jorge Ferreira dos Santos
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