“Oito Rimances”

Naquele certo dia, a noite chegara cedo
No tempo que em meu coração batia
A lua gritava e o Mundo se abria
A todos os escuros do meu medo

Não tive outra alternativa,
Que não um segredo vencido
Do sempre que, de mim vertido
Foi e foi, jeito de comitiva

Mas não estava para cantigas
Que a voz sobrava ao enredo
Se na garganta secassem cedo
As lágrimas, em ventos convertidas

Desses ares extrovertidos
Quanto pecantes do destino
Fossem tretas no caminho
De todos os olhos perdidos

Já me chegava a talhada
Nas balburdias do lirismo
Qual não tivesse civismo
E se ousasse na montada

Qual trote cavalgadura
Ferrada na fantasia
Que montasse algum dia
Os brancos que página cura

Só não pode acabar
O atalho da providência
Onde vai a conveniência
Forçar para chegar.

De porco não me vê tudo
Nem os ossos podem largar
Que enquanto a dor não chegar
Comemora-se o entrudo…

              ***
 

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Sábado, Mayo 5, 2012 - 23:20

Poesia :

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antonioduarte

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