A Flor da Pele

A pele branca cobre os ossos
Seu olhar esta no ventre
Gemendo arrasta os pés pelo imundo chão
Tal loba prestes a dar à luz, gruí o rugir da dor.
No passeio antes público estabelece domínio
Segura-se as paredes para não tombar diante da desgraça
Segue...
Face transfigurada pela dor física
Senta-se ao chão da calçada prestes a dar a luz
Ao filho que carrega em ventre sagrado
Olhos espantados e medrosos espiam
O palco da rua
Criaturas patéticas encurraladas pelo medo
Admiram...
Logo seus corpos fogem do horror que se apresenta
A mulher se arrasta novamente
Na próxima porta mais um descanso
Desta vez a tosse corta a respiração
Toma nas mãos o ventre que tenta abraçar
Espia entre os cabelos e afugenta os que se aproximam
Medo...
Pele azulada não consegue respirar
Só, vê o fim se aproximar
Parece nada importar, ajuda não quer, foge
Segue seu caminho deixando no rastro o gemido
Declara-se o espetáculo que não queremos ver
No palco o ator da vida real
Dói...
Uma marca que não poderemos apagar
Agora temos uma faca cravada no peito
O sangue banhara a lápide mulher
Ornando-a em coroas de espinhos feitas de cravos de aço
Tomba uma sociedade degrada nas lágrimas do vicio
Da desigualdade forjada lama insana.

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Domingo, Junio 17, 2012 - 02:44

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marialds

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Comentarios

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Marialds

As diferenças sociais são cada vez mais marcantes e a desigualdade de oportunidades flagrante.
Um excelente poema.
Beijinho
Nanda

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Comentário.

É Nanda as coisas ficam mais dificil dia a dia para todas a classes sociais.
Grata pelo comentário, desculpe a demora estou com uma tendinite nos dedos das mãos e só atualizo o FaceBook, mas adoro este site. Uma ótima semana para voce.

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