A.O. sem E, I e U

Alunos do 9º e do secundário com dificuldades no uso da língua materna nos exames.

Num mundo onde a superficial, aparente, beleza das coisas interessa é óbvio que a magnífica complexidade da nobre língua do meu país perca interesse.
Sobretudo também porque com o inglês, que até é ensinado na televisão pública através de desenhos animados, ou Magalhães são muito mais divertidos porque ajudarão qualquer miúdo, futuramente, a desenvencilhar-se melhor nas brincadeiras terrivelmente educativas como “PSP’s” e afins.

E se é que a realidade neste momento é má, no futuro só poderá ser pior.

Lembro-me de uma fantástica professora que era corrigida pelos alunos, uma ou outra vez, quando dava erros ao escrever no quadro. Professora mesma que depois acabava por se vingar, quer na correcção dos testes, quer no lançamento das notas no final dos semestres.
No entanto era um caso isolado. Enquanto hoje conheço, infelizmente, vários casos de alunos que cursam Ensino e não sabem escrever, mas que não têm também qualquer intenção de o saber fazer.
Algo que, qual pedaço de neve enrolada transformada em avalanche, se reflectirá ainda mais no futuro tornando este ainda pior que actualmente, já que serão os professores de amanhã.

Proponho então que, como na política com os P.E.C., se façam o A.O. 2, 3, 4 e provavelmente o 8.

Se se torna complicado para as geniais gerações que estão a surgir agora falar ou, neste caso, escrever o mais simples será continuar o facilitismo, aligeiramento “abrasileirado” e com isso a degradação da nobre língua da minha pátria fazendo novos acordos ortográficos.
Afinal porquê manter algo na escrita se foneticamente tendemos a perder a capacidade, que outros nunca tiveram, de pronunciar?
Matem-se rouxinóis, canários e outros cantantes porque também não conseguimos lá chegar.

Quanto à escrita, proponho que se acabem com as provas escritas como as conhecemos e que estas sejam substituídas por, mais simples, mensagens de telemóvel que podem ser digitadas até enquanto se vêem clássicas e cativantes séries pseudo infanto-juvenis de vulgares estações televisivas.

Verão o nascimento de supra-Camões aos molhos! Vénus nascidas enquanto as Tágides de afogam.

“Vai xer mt maix faxil, né?”

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Sábado, Julio 7, 2012 - 11:17

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A.O. sem ... nada!

Bravo aasp (brincando: o seu pseudónimo já está na linha da sua proposta? Hahaha )!!!

Sabendo que por idiossincrasia lusa nós portugueses nunca adulteraríamos, na prática, a nossa língua, incapazes de efeminar o nosso sotaque, ao princípio procurei cumprir o AO nos meus escritos, mas os anos !!! passam e o resultado de tanta falta de senso está a ver-se. Salvo alguns, não muitos, prosélitos nacionais, que se adiantaram à própria lei, em mais algum país o tratado foi até agora ratificado. Notável! Ridículo: termos há que podem ser grafados em mais de uma dezena de modos diferentes! E nem vale a pena dizer mais. Eu estou a voltar à nossa velha e nobre língua.

Deixe-me felicitá-lo por este seu excelente trabalho!
Abraço
Nuno

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Obrigado. Foi mais só um

Obrigado.

Foi mais só um "grito de revolta" por algo que vi ou li na altura...

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