A Rua da Biroska

A mulher que
o tempo dobrou,
embala a criança
de nome estranho
e ri da miséria
que o pintor Modernista
não pintou.
À sua direita,
na sarjeta comum,
uma moça de saia curta
mostra o que se advinha,
enquanto sonha com o Rapper
que haverá de lhe tirar
daquela vida.
Homens vãos
olham-nas de longe
e talvez lhes imaginem
nuas ou mães
e entre tais desejos
proferem acanhadas grosserias.
Noutra esquina, na soleira
da Biroska,
o neo Revolucionário
proclama a neo Revolução
que a todos redimirá,
mas o seu discurso tosco
não encontra eco no funcionário
da Metalúrgica que arrasta
as pernas cansadas
pelos tantos carros que fizeram.

E no fim, a noite
a todos recobrirá.
Como a vida
sempre lhes fez.

Submited by

Miércoles, Julio 18, 2012 - 11:16

Poesia :

Su voto: Nada (1 vote)

fabiovillela

Imagen de fabiovillela
Desconectado
Título: Moderador Poesia
Last seen: Hace 9 años 24 semanas
Integró: 05/07/2009
Posts:
Points: 6158

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of fabiovillela

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/General Bruxas 2 6.932 07/14/2009 - 13:56 Portuguese
Poesia/General Por quem 1 7.635 07/12/2009 - 20:19 Portuguese
Poesia/Tristeza Outono 2 7.220 07/09/2009 - 18:26 Portuguese
Poesia/Dedicada Isabel 1 8.483 07/08/2009 - 12:08 Portuguese
Poesia/Aforismo "Vivere Est" 2 6.297 07/07/2009 - 17:57 Portuguese
Poesia/General Foto 1 5.511 07/04/2009 - 21:41 Portuguese