CATIVOS

Não será tão bela, em que pese viva, formosa rosa
Presa ao galho à multidão não te mostras
Só lhe admiram e te elogiam pelas prosas
Nos salões sem fim que enfeitas, porém morta

Se preso fico, vivo também sou formosa rosa
Nos galhos da masmorra em desconforto
Mas preso e vivo me admiram, ira raivosa
E me abandonarão sem pena quando morto

Ah rosa! Se presos estamos, vivos somos
Solitários, tu no galho eu na masmorra
Se mortos formos, tu terás beleza, eu abandono
Melhor será que eu viva e tu morras

Assim seremos admirados
Tu, livre, com tua beleza morta
Eu, preso, com minhas liras tortas...

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Martes, Julio 24, 2012 - 08:56

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sergio néspoli

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