Isto Posto

A quem eu quero enganar?...
O trânsito, o engarrafamento, o stress, os eventos
O fashion, a crise econômica do momento
A política, a corrupção, a falência humana
A tradição moral decrépita, fútil e decadente
A extinção preeminente da vida orgânica
As guerras e a paz aparente.
Se vai fazer sol, se vai chover. ou se vai trovejar
Os dias seguem arrastados, maçantes, mesquinhos...

Quanto à mim, sou essa redução de estômago
Vinculado à insignificância do meu decorrer
À ridícula idiossincrasia que somente eu
Nesta vida, em todo o universo, vou remoer
E mesmo assim, sequer vou  me conhecer
E comigo, ao meu lado, o todo que me excede
Vai putrificar, definhar e inevitavelmente perecer
Na intransponibilidade silente de seu próprio ser

__________________________________________

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abraço a todos

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Jueves, Septiembre 27, 2012 - 20:56

Poesia :

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carlfilho

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Comentarios

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Esse está uma maravilha..

Esse está uma maravilha..

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Estranho Decorrer

Durmo e não acordo
Cumpro a sina
Acerto as contas
Pago a pena
Engulo meu carma
Sonho, sorrio e choro
Com este “ínfimo” detalhe
Ainda sei que existo
E torno a adormecer...

__________________________________________
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abraço a todos

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Bem pensado, mas senti que o

Bem pensado, mas senti que o final ficou a desejar.
Talvez o intuito seja deixar nas mãos do leitor o desfecho..só que ainda assim acho que podia ter concluído de maneira mais impactante.
Abraço!

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Obrigado

Bem colocado, Cristy.

Realmente, os poemas que coloco aqui são quase rascunho.
Geralmente, eu os reviso depois. Vou aproveitar sua observação

Valeu obrigado

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