MARIA DO CÉU

Maria do Céu

 

 

Arrastava a sua sombra como um véu de núpcias,

A Maria do Céu caminhava exibindo as suas volúpias,

Olhava de soslaio para os homens que passavam,

E ainda mais se bamboleava exibindo os seus cabelos ao vento,

Não andava depressa mas sim com um passo lento,

Para se mostrar ainda mais aos homens que a olhavam.

 

Não castigues a rua com os saltos dos teus sapatos,

Soltou – se uma voz no meio de tantos aparatos,

A Maria do Céu olhou apenas e deu um sorriso,

As suas curvas ainda mais se desenharam,

Mostrando aos homens tudo o que pensaram,

Convencida que apenas a voz se soltou de improviso.

 

Outras vozes se soltavam que eram indizíveis,

Que lhe tocavam no seu coração pouco aprazíveis,

Na provocação do seu corpo olhares choviam sem se molhar,

O frio passava a quem cresciam desejos de amor,

Por ela, mas ficavam apenas por criar um tremor,

Que às vezes até atrapalhavam um pouco o seu andar.

 

Maria do Céu gostava muito de mostrar seus atributos,

Que para si não eram mais do que desejos impolutos,

A sua honra nunca seria manchada pela sua exibição,

Pois era uma mulher a quem a Natureza privilegiou,

Para ser um monumento vivo que ela manipulou,

Tudo não passava apenas duma forma de chamar a atenção.

 

Á sua passagem pela rua ninguém ficava indiferente,

Olhares devoradores de quase toda a masculina gente,

Caíam como bombas no alvo que era a Maria do Céu,

Impávida e serena ela passava sem a mínima perturbação,

Mas ela sentia que era a causa de tanta sensação,

No entanto, a menina formosa nunca se perdeu.

 

 

 

 

Tavira, 01 de Junho de 2009 – Estêvão

 

 

 

 

 

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Viernes, Diciembre 14, 2012 - 12:01

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José Custódio Estêvão

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