Alquimias

Se as vistas
Que (a)visto daqui
Me trouxerem o teu sorriso
Mergulho nesse mar que vi
E sugo-te o mel que coalha
No teu corpo

És já um instante
Que percorro
Sedução e paixão
E a minha boca
Um sopro quente
Alquimia soletrada pelo chão

E lá que me encontras
Em constante agitação
Apartei-me do meu rio
E sou-te onda presa
Maremoto onde aprumo
A minha solidão

Sou nas brumas da memória
Um corpo só
E na alma…
Todos num
Sou nos tempos idos
Um vulcão que morreu na tua mão

Vê como sangra ainda
E corre por todos os rios
Ao encontro das vestes idas
Onde o sol reparte
A melhor parte do único verão

Dou-te a minha boca
Sê tu um único trago
E sacia a minha sede
Que morre aos poucos
Num descampado
Onde se juntam as estrelas
E se arrumam outros sóis
Sem embarcação

Dolores Marques

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Lunes, Junio 22, 2009 - 20:14

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Comentarios

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Re: Alquimias

Fabuloso
A alquimia soletrada em cada palavra, onde te libertas do teu rio e segues um revolto maremoto ao encontro do único verão que cede aos poucos ao rigoroso e invernal descampado onde naufraga o teu coração. Que se dê um trago...
Adorei
Bjos

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