A Quarta

O cetim dos lençóis
está fresco. Estão frios.
São mármores
em que me deito.

O jantar ainda repousa intacto,
como se fome, no Mundo, não houvesse.
Tampouco a Lua iluminou a noite
como se breu na vida não houvesse.

Essa insônia deveria ser seguida
por alguma esperança aturdida.
Mas está vazia a madrugada recém nascida
e por isso eu sei que o Catamarã não aportará.

Disseram-me que se perdeu no caminho.
E que talvez só chegue tarde demais.
Talvez até, nem siga a esperada via.
Que eu busque outra estrela-guia.

Indiferente, a maré seguirá seu movimento
e o cotidiano sufocará todo sentimento.
Restarão apenas as Cinzas da Quarta,
que ficaram em testamento.

Submited by

Miércoles, Febrero 20, 2013 - 13:07

Poesia :

Sin votos aún

fabiovillela

Imagen de fabiovillela
Desconectado
Título: Moderador Poesia
Last seen: Hace 8 años 26 semanas
Integró: 05/07/2009
Posts:
Points: 6158

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of fabiovillela

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/General Bruxas 2 3.965 07/14/2009 - 14:56 Portuguese
Poesia/General Por quem 1 5.665 07/12/2009 - 21:19 Portuguese
Poesia/Tristeza Outono 2 3.742 07/09/2009 - 19:26 Portuguese
Poesia/Dedicada Isabel 1 5.713 07/08/2009 - 13:08 Portuguese
Poesia/Aforismo "Vivere Est" 2 4.540 07/07/2009 - 18:57 Portuguese
Poesia/General Foto 1 4.195 07/04/2009 - 22:41 Portuguese