O DOCE NUNCA AMARGOU

O doce nunca amargou

 

 

Diz que quem já provou,

Que o doce nunca amargou,

E quem se quiser certificar,

É só querer e provar.

 

Quando saboreamos o doce,

Passa para dentro e acabou – se,

Sente – se apenas no princípio,

Com grande prazer não insípido.

 

Fechamos os olhos e paramos de respirar,

Para o doce podermos saborear,

Depois expressamos a nossa razão,

Que até a sentimos no coração.

 

Quando saboreamos o amargo,

Fazemos uma grande cara de parvo,

Sentimos um grande arrepio,

Parece que caímos num vazio.

 

Fazemos uma cara muito feia,

Por ser amargo ao almoço ou na ceia,

Pois os sabores não têm hora,

Assim como chegam se vão embora.

 

Com o doce podemos não ter sorte,

Pois ele até pode trazer a morte,

E o amargo pode fazer bem à vida,

Embora não gostemos logo à partida.

 

Os sabores são como a aparência,

Enganam a língua e a decência,

Pois enganam – nos só à entrada,

E depois já não sabe a nada.

 

 

Tavira, 20 de Fevereiro de 2010 – Estêvão

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Martes, Marzo 19, 2013 - 10:14

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José Custódio Estêvão

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