O Rio e a Musa

O rio que leva a folha caída,
de Outono amarela caiada,
conta sempre da doce sina
do Poeta que ama Cristina.

Conta dos versos constantes,
dos sonhos delirantes
e da saudade premente
por toda carícia ausente.

Fala dos arroubos indevidos
que a sobriedade burguesa
já não lhe permitiria,
mas que solenemente é esquecida
em cada poesia parida.

E sem pressa repete,
da febre que há nos desejos insensatos
e do puro pudor de todos os atos.

E em cada curva que ultrapassa,
relata a nostalgia, a saudade
e a melancolia que não passa.

Até que chegando ao fim do caminho,
entrega à Rainha do Mar
a história da Musa Cristina
e do poeta de doce sina.

Em paz, dissolve-se no Mar.
Cumpriu seu destino.
Regou o Mundo
com o santo desatino.

                         Para a Musa Cristina,

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Martes, Marzo 19, 2013 - 13:24

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fabiovillela

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