QUEM CANTA SEU MAL ESPANTA

Quem canta seu mal espanta

 

Pintassilgo da Primavera ensina – me a cantar,

Já que não nasci com asas e não posso voar.

Empresta – me o teu encanto pousado num simples ramo,

Porque tu és um pássaro lindo e eu gente me chamo.

 

És uma ave pequenina, com uma grande beleza,

Pintassilgo da minha alma tens uma grande gentileza,

Cantas sempre sem cessar os teus trinados para mim,

Dentro dessa prisão gaiola, onde eu te prendi.

 

Tirei – te a liberdade e até o teu poder de voar,

Pintassilgo que eu amo, ensina - me a cantar,

Para cantarmos dois como um grande desafio,

Mas tu cantas e encantas mesmo em tempo bravio.

 

Os meus olhos não se cansam e os meus ouvidos também não,

Os teus trinados são tão lindos que me enchem o coração,

Nada te falta nessa gaiola a não ser a preciosa liberdade,

Por isso te peço desculpa desta tão grande maldade.

 

Pintassilgo da minha alma, olhas para mim e cantas,

E eu, que aí te prendi, com o teu cantar me encantas,

Eu sempre gostei de ti, perdoa – me o meu egoísmo,

Por te querer só para mim e eu gosto do teu heroísmo.

 

Pintassilgo da Primavera ensina – me a cantar,

Pois eu não tenho asas mas sei muito bem amar,

Por isso te quero só para mim para te ver todos os dias,

Encantas o meu olhar com as tuas cores luzidias.

 

 

Tavira, 14 de Março de 2010 - Estêvão

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Viernes, Marzo 22, 2013 - 11:19

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José Custódio Estêvão

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