ESQUECER DEVAGARINHO




Esquecer devagarinho

 

 

 

Se me queres esquecer, esquece-me devagarinho,

Não tenhas pressa de me esquecer, não gosto de ficar sozinho,

Entretanto, vou pedindo ao tempo para passar devagar,

E se possível peço também para de vez em quando parar,

Pode ser que a eternidade seja o tempo de me esqueceres,

Contrariando o tempo, chamando a paz e responderes,

Ao meu pedido para me esqueceres muito mansamente,

E assim na tua memória nunca vou ficar ausente.

 

 

Devagar, muito devagarinho vamos continuando no caminho,

Que escolhemos para os dois, ouvindo o vento leve, levezinho,

E nos sussurra aos ouvidos e nos diz em segredo,

Que a vida não é triste é para ir vivendo alegre e sem medo,

De ficarmos juntos muito tempo sem ser preciso esquecer,

Que é na nossa alma que temos a força de aprender,

Que o amor nunca se esquece quer seja na paz ou não,

É assim que se sente o amor que está dentro do nosso coração.

 

 

Por isso te digo se me queres esquecer seja muito devagarinho,

Para não sentir dor e irmos vivendo alegres no nosso caminho,

E um dia quando nos separarmos seja o tempo a resolver,

O momento certo de nos separarmos sem nunca podermos saber,

A certeza com que nascemos e que nós nunca pensamos,

E assim vamos aprendendo a viver na ilusão da vida que levamos,

Mas se me queres esquecer seja tão devagarinho,

Que nunca te lembres de encontrar esse caminho.

 

 

A arte de viver é simplesmente a arte de conviver,

É um pensamento e que nós podemos aprender,

Que é amando que a vida tem sempre mais sabor,

E que as palavras que dizemos só por si não têm valor,

É preciso transformá-las dando exemplos com dignidade,

Que este pensamento nos sirva para nunca usarmos a falsidade,

Sermos verdadeiros uns com os outros, é o caminho,

E eu te peço, se me queres esquecer, seja muito devagarinho.

 

 

 

Tavira, 24 de Março de 2011 - Estêvão

 

 

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Domingo, Junio 16, 2013 - 12:42

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José Custódio Estêvão

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