SENTIR A VIDA

Sentir a vida

 

 

Como é bom sentir o vento, o Sol, o frio e a chuva,

E toda a Natureza que nos molha e que nos enxuga,

Que nos dá esperança, sonhos, tristezas e alegrias,

Para irmos vivendo o nosso tempo todos os dias.

 

Todos os dias vamos vivendo com esperança,

Com a esperança de quem espera sempre alcança,

E assim, vamos lutando para irmos vivendo,

Todos os dias correndo atrás do tempo pensando.

 

Pensando no amanhã que é sempre uma interrogação,

Pois não sabemos se no amanhã vamos ter o nosso pão,

Instáveis, débeis, mas sempre com a nossa vontade de viver,

No amanhã que é outro dia que não o podemos deter.

 

Deter na mão temos tantas coisas e tantas coisas de nada,

Feitas de esperança, de sonhos que podem ser leves ou pesadas,

Mas temos nas mãos o caminho do nosso próprio destino,

Que é traçado por nós e nunca atingimos o cimo.

 

O cimo é tão alto ou tão baixo como a nossa própria ambição,

Que é feita de sonhos que todos cabem na nossa mão,

E uns se escapam e outros temos de lutar para os ter,

Antes que o tempo que temos nos faça surpreender.

 

Surpreender, têm emoções que podem ser de alegria ou não,

Que nos faz bater depressa ou de vagar o nosso coração,

E assim, vamos levando as nossas ilusões até ao fim do caminho,

Levando os nossos passos desde que somos pequeninos.

 

Pequeninos somos todos nós em relação ao eterno tempo,

Que nos vai dando forças para irmos com o vento,

Com a força da vida que cada um nós consegue ter.

Desde que saímos do ventre da nossa mãe sem nada ver.

 

 

Tavira, 9 de Janeiro de 2012-Estêvão 

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Miércoles, Julio 23, 2014 - 16:28

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José Custódio Estêvão

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