Pai

Mariaaaa, a farinha!
Com os dedos salpicava
Sobre o prato arrumado
Como ele bem fazia.
-Tá gostoso Zé?
-Ora se!
Com os lábios salivava
Sempre o gosto aprovado
O almoço da Maria.

Mas,
O fogão não acendeu,
A panela esvaziou
E a comida que era boa,
Nunca mais ele provou.

Hoje,
Quinze anos passados
Ele jaz sem sua Maria,
Sem almoço sem os dias
Que tanto saboreou.

Tá doendo pai?
Ta dizendo-me que já vai?
Que seu corpo não quer mais?
Esse sopro de tanto faz
É impaciência demais!
Vai parar o soro e o gás
E por ela correr atrás?

Choro penso e choro mais.
Ai!

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Lunes, Diciembre 8, 2014 - 21:02

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mase albuquerque

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