O Gim e o Adeus (2015)

 

Há tanta dor e tão pouca poesia.
Tanto riso calado e tanta mágoa exposta.
Tanto não e tão pouco sim
Tanta ausência e tanto gim,
anunciado em solene nanquim.

Agora, os delírios tornaram-se sombrios
e é tempo de buscarmos outras margens, outros rios.
Talvez, um dia, encontremos
outros cúmplices para a aventura de viver
e, então, consigamos esquecer.

Mas saiba que de ti, muito levarei.
Será o teu legado:
a lembrança de que um dia,
senti-me abrigado.

 

Lettré, l´art et la Culture. Rio de Janeiro, Verão de 2014.

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Miércoles, Diciembre 31, 2014 - 14:02

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fabiovillela

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