Príncipe… eu…
Ah, nem Imperador nem Rei,
Nem doutor licenciado,
Não sei se morrerei
E serei incinerado,
Rindo da vida que não entendo.
Ah, nem Imperador nem Rei,
Nem Führer de grei,
Não fora eu nascer na valeta,
E seria pronunciado com respeito,
Quer fosse inusitado ou cáustico.
Ah, nem Imperador nem Rei,
Nem professo pretérito,
(Sem duvidar do que sei)
Néscio e Caquéctico,
Assim definho no meu retrato.
Ah, nem Imperador nem Rei,
Nem sucesso d’empresário,
Se confesso o que fanei,
Serei preso por tempo incerto,
Na masmorra do estado.
Ah, nem Imperador nem Rei,
Nem famigerado bandido,
Se todos os que inquieto,
Me dão tareia de volta,
E até d’amigos sou lapidado.
Ah, nem Imperador nem Rei,
Do sonho qu’acordado sonhei,
Por d’outros já sonhado, outro, …sonho meu
E nem sei se como real o defino,
E à ilusão de príncipe plebeu….eu
Jorge M.M.Santos (12/2010)
http://joel-matos.blogspot.com
Submited by
Ministério da Poesia :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 2459 reads
Add comment
other contents of Joel
Tema | Título | Respuestas | Lecturas |
Último envío![]() |
Idioma | |
---|---|---|---|---|---|---|
Ministério da Poesia/General | Tão tanto … | 1 | 2.051 | 02/20/2018 - 16:49 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Garças voam e não voltam … | 2 | 2.620 | 02/20/2018 - 16:49 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Segmentos derosa | 1 | 2.201 | 02/20/2018 - 16:48 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Por uma outra … | 1 | 697 | 02/20/2018 - 16:46 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Tudo o que pudesse ter sido eu não … | 1 | 4.555 | 02/20/2018 - 16:45 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Janela de sótão | 1 | 2.745 | 02/20/2018 - 16:43 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Existem esferas | 1 | 4.079 | 02/20/2018 - 16:41 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | O salto | 1 | 2.384 | 02/20/2018 - 16:40 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Da paixão | 1 | 2.970 | 02/20/2018 - 16:39 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | A lembrança do que vou pensar | 1 | 1.869 | 02/20/2018 - 16:38 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Na beira d’onde moro | 1 | 1.642 | 02/20/2018 - 16:37 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Ego | 1 | 1.189 | 02/20/2018 - 16:35 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Sonhar certo | 1 | 2.026 | 02/20/2018 - 16:33 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Papagaio de cana, papel e gente | 1 | 1.855 | 02/20/2018 - 16:32 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | (O SantoSobrou) | 1 | 3.603 | 02/20/2018 - 16:31 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Coração de boi | 1 | 2.803 | 02/20/2018 - 16:30 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Encanto teu | 1 | 2.663 | 02/20/2018 - 16:29 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Menor mundo | 1 | 2.957 | 02/20/2018 - 16:28 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Inteiro e completo | 1 | 2.321 | 02/20/2018 - 16:27 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Continua … | 1 | 825 | 02/20/2018 - 16:26 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Inalterável a dor … | 0 | 1.900 | 02/08/2018 - 09:15 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Lembra-me dois Unicórnios … | 0 | 2.212 | 02/01/2018 - 09:59 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | A dor é púrpura … | 0 | 2.019 | 02/01/2018 - 09:59 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Travisto-me de aplauso | 0 | 2.603 | 02/01/2018 - 09:56 | Portuguese | |
Ministério da Poesia/General | Em lugar primeiro … | 0 | 1.691 | 02/01/2018 - 09:55 | Portuguese |
Comentarios
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Ah, nem Imperador nem
Ah, nem Imperador nem Rei,
Nem professo pretérito,
.
.um mapa absurdo de sinais mágicos
Il Principe
O Príncipe (em italiano, Il Principe) é um livro escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente, em 1532. Trata-se de uma das teorias políticas mais elaboradas pelo pensamento humano e que tem grande influência em descrever o Estado desde a sua publicação até os dias de hoje, mesmo os sistemas de governo já serem variados. No mesmo estilo do Institutio Principis Christiani de Erasmo de Roterdã, o intuito de O Príncipe é descrever as maneiras de conduzir-se nos negócios públicos internos e externos, e fundamentalmente, como conquistar e manter um principado, ou seja, um guia para como se chegar e manter-se no poder.
Maquiavel deixa de lado o tema de A República que será mais bem discutido nos Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio. Em vista da situação política italiana no período renascentista, existem teorias [carece de fontes] de que o escritor, tido como republicano, tenha apontado o principado como solução intermediária para unificar a Itália, após o que seria possível a forma republicana.
O tratado político possui 26 capítulos, além de uma dedicatória a Lourenço II de Médici (1492–1519), Duque de Urbino. Mediante conselhos, sugestões e ponderações realizadas a partir de acontecimentos anteriores na esfera política das principais localidades de então, o livro pretendia ser uma forma de ganhar confiança do duque, que lhe concederia algum cargo[2]. No entanto, Maquiavel não alcançou suas ambições.
É este livro que sugere a famosa expressão "os fins justificam os meios", significando que não importa o que o governante faça em seus domínios, desde que seja para manter-se como autoridade, entretanto a expressão não se encontra no texto, mas tornou-se uma interpretação tradicional do pensamento maquiaveliano. Alguns cursos de administração de empresas fazem leituras aparentemente deturpadas de tal obra, afirmando que, se uma empresa for gerida considerando as metódicas análises do autor, essa conseguiria prosperar no mercado. Nesta obra, Maquiavel defende a centralização do poder político e não propriamente o absolutismo (como muitos pensam [carece de fontes]). Suas considerações e recomendações aos governantes sobre a melhor maneira de administrar o governo caracterizam a obra como uma teoria do Estado moderno.
Uma leitura apressada ou enviesada de Maquiavel pode levar-nos a entendê-lo como um defensor da falta de ética na política, em que "os fins justificam os meios". Para entender sua teoria, é necessário colocá-lo no contexto da Itália renascentista, em que se lutava contra os particularismos locais. Durante o século XVI, a península Itálica estava dividida em diversos pequenos estados, entre repúblicas, reinos, ducados, além dos Estados Papais. As disputas de poder entre esses territórios era constante, a ponto de os governantes contratarem os serviços de Condottieri (mercenários) com o intuito de obter conquistas territoriais. A obra de Maquiavel revela a consciência diante do perigo da divisão política da península em vários estados, que estariam expostos, à mercê das grandes potências da Europa.