A verdade por promessa

"A verdade por promessa"
(O contraste não se atravessa, se esmaga )
A verdade por promessa
O objectivo da minha vida
é a imprecisão, ela por vezes
me espanta e me esmaga
transversalmente, é talvez
pouco natural o explicar
ao mundo, o mundo que
inda não habituei a habitar,
Isso me basta como contradição
e para ocupar a minha
alma exausta de tanto duvidar
atrás das preciosas alvoradas
ou dos detalhes do que tenho
ainda que andar, nesta viagem
à minha roda,
Sem volta nem pra onde ir,
razão pra alternar de rota
não tenho, embora pergunte
a mim mesmo até onde
esta tão turva, tão manchada
de tida, de nada, de estar
sem estar.
O rosto com que rio por mim
é rasgado, o arroio se tornou
instinto, fluente não, nem resposta
real tenho para dar à realidade
que em mim não há, nem muda de forma
ajusta-se a outra forma,
não a original nem à concreta,
Joel Matos (Novembro 2022)
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A verdade por promessa" (O
A verdade por promessa"
(O contraste não se atravessa, se esmaga )
A verdade por promessa
O objectivo da minha vida
é a imprecisão, ela por vezes
me espanta e me esmaga
transversalmente, é talvez
pouco natural o explicar
ao mundo, o mundo que
inda não habituei a habitar,
Isso me basta como contradição
e para ocupar a minha
alma exausta de tanto duvidar
atrás das preciosas alvoradas
ou dos detalhes do que tenho
ainda que andar, nesta viagem
à minha roda,
Sem volta nem pra onde ir,
razão pra alternar de rota
não tenho, embora pergunte
a mim mesmo até onde
esta tão turva, tão manchada
de tida, de nada, de estar
sem estar.
O rosto com que rio por mim
é rasgado, o arroio se tornou
instinto, fluente não, nem resposta
real tenho para dar à realidade
que em mim não há, nem muda de forma
ajusta-se a outra forma,
não a original nem à concreta,
Joel Matos (Novembro 2022)
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O Transhumante
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A verdade por promessa"
(O contraste não se atravessa, se esmaga )
A verdade por promessa
O objectivo da minha vida
é a imprecisão, ela por vezes
me espanta e me esmaga
transversalmente, é talvez
pouco natural o explicar
ao mundo, o mundo que
inda não habituei a habitar,
Isso me basta como contradição
e para ocupar a minha
alma exausta de tanto duvidar
atrás das preciosas alvoradas
ou dos detalhes do que tenho
ainda que andar, nesta viagem
à minha roda,
Sem volta nem pra onde ir,
razão pra alternar de rota
não tenho, embora pergunte
a mim mesmo até onde
esta tão turva, tão manchada
de tida, de nada, de estar
sem estar.
O rosto com que rio por mim
é rasgado, o arroio se tornou
instinto, fluente não, nem resposta
real tenho para dar à realidade
que em mim não há, nem muda de forma
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me espanta e me esmaga
transversalmente, é talvez
pouco natural o explicar
ao mundo, o mundo que
inda não habituei a habitar,
Isso me basta como contradição
e para ocupar a minha
alma exausta de tanto duvidar
atrás das preciosas alvoradas
ou dos detalhes do que tenho
ainda que andar, nesta viagem
à minha roda,
Sem volta nem pra onde ir,
razão pra alternar de rota
não tenho, embora pergunte
a mim mesmo até onde
esta tão turva, tão manchada
de tida, de nada, de estar
sem estar.
O rosto com que rio por mim
é rasgado, o arroio se tornou
instinto, fluente não, nem resposta
real tenho para dar à realidade
que em mim não há, nem muda de forma
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me espanta e me esmaga
transversalmente, é talvez
pouco natural o explicar
ao mundo, o mundo que
inda não habituei a habitar,
Isso me basta como contradição
e para ocupar a minha
alma exausta de tanto duvidar
atrás das preciosas alvoradas
ou dos detalhes do que tenho
ainda que andar, nesta viagem
à minha roda,
Sem volta nem pra onde ir,
razão pra alternar de rota
não tenho, embora pergunte
a mim mesmo até onde
esta tão turva, tão manchada
de tida, de nada, de estar
sem estar.
O rosto com que rio por mim
é rasgado, o arroio se tornou
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transversalmente, é talvez
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ao mundo, o mundo que
inda não habituei a habitar,
Isso me basta como contradição
e para ocupar a minha
alma exausta de tanto duvidar
atrás das preciosas alvoradas
ou dos detalhes do que tenho
ainda que andar, nesta viagem
à minha roda,
Sem volta nem pra onde ir,
razão pra alternar de rota
não tenho, embora pergunte
a mim mesmo até onde
esta tão turva, tão manchada
de tida, de nada, de estar
sem estar.
O rosto com que rio por mim
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real tenho para dar à realidade
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me espanta e me esmaga
transversalmente, é talvez
pouco natural o explicar
ao mundo, o mundo que
inda não habituei a habitar,
Isso me basta como contradição
e para ocupar a minha
alma exausta de tanto duvidar
atrás das preciosas alvoradas
ou dos detalhes do que tenho
ainda que andar, nesta viagem
à minha roda,
Sem volta nem pra onde ir,
razão pra alternar de rota
não tenho, embora pergunte
a mim mesmo até onde
esta tão turva, tão manchada
de tida, de nada, de estar
sem estar.
O rosto com que rio por mim
é rasgado, o arroio se tornou
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transversalmente, é talvez
pouco natural o explicar
ao mundo, o mundo que
inda não habituei a habitar,
Isso me basta como contradição
e para ocupar a minha
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ou dos detalhes do que tenho
ainda que andar, nesta viagem
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Sem volta nem pra onde ir,
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não tenho, embora pergunte
a mim mesmo até onde
esta tão turva, tão manchada
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sem estar.
O rosto com que rio por mim
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inda não habituei a habitar,
Isso me basta como contradição
e para ocupar a minha
alma exausta de tanto duvidar
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ainda que andar, nesta viagem
à minha roda,
Sem volta nem pra onde ir,
razão pra alternar de rota
não tenho, embora pergunte
a mim mesmo até onde
esta tão turva, tão manchada
de tida, de nada, de estar
sem estar.
O rosto com que rio por mim
é rasgado, o arroio se tornou
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real tenho para dar à realidade
que em mim não há, nem muda de forma
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