CATACUMBAS DA CONSCIÊNCIA
Doseio
ódios alicerçados
em concordância corrupta.
Sou noite
de sentido único
até á maldade pudica
que me arrufa mordaz ao ruim
que vem por bem nas hipérboles do mal.
O manancial da alma
é um rosnar de leituras balsâmicas.
Avivo-me
lei infringida
num chamamento
ao sentir desavença
no recôndito dos sentimentos.
Salvo-me esbanjado
pela introspecção do verídico Eu.
A lucidez
debuxa-se serpente
no orgulho da identidade
num fetiche de escapes absurdos
quão idóneos severamente loucura.
Anoitece-me o raciocínio
que seduz o quotidiano por engano.
Desengano
a solidão neste solo arável
da palavra conduta no pó do caminho.
Retalho-me
em fasquias de tristeza
alinhada em curva contra curva.
Atira-me a voz culpas
para as catacumbas da consciência.
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Viernes, Diciembre 11, 2009 - 01:10
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Comentarios
Re: CATACUMBAS DA CONSCIÊNCIA
O verdadeiro Ser nem sempre é bem visível neste abismo de fragilidades
Boa meditação
Abraço
Re: CATACUMBAS DA CONSCIÊNCIA
Henrique :-)
Muito boa esta reflexão!
As catacumbas da consciência...
Muito bem fraseado.
Gostei!!!
Beijinho
da tua super fã
:-?
Re: CATACUMBAS DA CONSCIÊNCIA
Henrique,
A nossa consciência é de fato uma catacumba que guarda segredos e tesouros...
Abraços :-)
Re: CATACUMBAS DA CONSCIÊNCIA
Retalho-me
em fasquias de tristeza
alinhada em curva contra curva.
Atira-me a voz culpas
para as catacumbas da consciência.
BELO POEMA, GOSTEI!
Meus parabéns,
MarneDulinski
Re: CATACUMBAS DA CONSCIÊNCIA
Parabéns pelo belo poema.
Gostei.
Parabéns,
REF