A carta
Eu sei que espera noticias minha, mas minha alma esta cansada, estou amargurada e não há nada que eu faça que me de guarida.
Não tenho vontade de nada.
As palavras estão amargas sentindo o dissabor de uma mente que já não senti o mundo, até a poesia que era meu abrigo já não consegue preencher o vazio que só aumenta. Antes a dúvida que me rodeava já se faz concreta. Será que realmente sei viver no mundo dos poetas, os poetas transformariam a dor em poesia e eu mal consigo formar frases do que guardo em meu peito.
Nada que eu olhe ou faça me anima.
A flor deixou de ser tão bela e seu perfume não mais me agrada, ontem ainda conseguia sentir a magia que ela exalava no ar, hoje já não me afeta.
No quadro que pintei a imagem esta negra assim como meu coração que embora tenha um grande amor guardado já não bate com alegria de antes, o que era botão transformou-se em pétalas secas caídas na toalha de centro restando apenas os espinhos da rosa que não se abriu.
Nada sinto a não ser a dor de minha própria ausência, toma conta de minha existência causando apenas escuridão.
Sinto a solidão me abraçar e em laços de fitas de cetim caminho por trilhas que não desejei. A cada passo vejo-me mais distante de conseguir sair, o que me consola é saber que isso passará.
Tenha paciência.
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Comentarios
Re: A carta
Bela carta com muito sentimento. Gostei, grande poetisa.
Fica bem
Re: A carta
Forte, bonita, densa. Muito expressiva. Solidão dói, mas edifica.
Re: A carta
Que texto inédito, triste e estético. De modo sintético diz o que diz minha alma, só descordo num ponto onde dizes que não é poeta, que tua poesia é incerta, mas isso não é verdade és poesia em rima, prosa e realidade. Também tenho a mesma ciência que só a paciência é o remédio para este tédio de espera à felicidade, que só temos ao viver o amor, em verdade.
Adorei.
Grande abraço.
Re: A carta
Cecília, eu tenho a certeza, que a pessoa a quem te diriges, saberá compreender, o que sentes, exatamente.
Eventualmente, melhor do que ninguém, ela terá entendido e te abraçado, com muita compreensão, certamente, neste teu estado de dúvida.
Se me premites, ousar, dizer-te, eu acho, que na integridade de teu ser, surge-te o dilema da necessidade de reveres e reformulares, alguns dos alicerces, onde assentas os pilares de tua vida, da tua existência, pois parecem, fazer sentires, o teu querer, espartelhado.
Nada, que olhes, ou faças te anima, porque, eventualmente, não estás a conseguir conciliar o teu ser, o teu estar e esse teu querer.
Amanhã, será outro dia, sempre!
Nesta, que é a vida, que estamos a viver, há que honrar a Generosidade Divina, que nos deu a oportunidade de vivê-la, vivendo-a, de facto, sem que nos deixemos aprisionar, entre barreiras, tantas vezes, criadas, por excesso de zelo.
Diz-se, que "quem muito fala, pouco acerta". Desculpa-me, se foi o caso.
:-)
Re: A carta
Cecília,
A vida é cheia de tropeços, altos e baixos... O ser humano que sente, ora está alegre, ora triste, deprimido até meio sem motivo... A inspiração parece fugir, a vida parece ruir, sentimentos confusos nos deixam mudos...
O silêncio da alma... As palavras não ditas, mas sentidas...
Nestas horas, é necessário parar, sentir, refletir, porém jamais se entregar... por mais que possa doer, sempre é possível recomeçar, ressurgir das cinzas, como a fênix! Mais fortes e conscientes, maduros e aí... tudo será diferente... A vida novamente terá sabor, aromas, brilho e a poesia vem junto quebrando o silêncio d'alma e gritando ao mundo a renovação!
Que o teu silêncio seja breve e que tua voz volte a gritar através de tua poesia!
Beijos
Re: A carta
LINDO SEU TEXTO, QUE GOSTEI MUITO, SÓ NÃO GOSTEI DA ANGÚSTIA DO PERSONAGEM DO MESMO!
MAS NA VIDA TUDO PASSA, PASSARINHO PASARÃO, COM DIZIA SEMPRE O GRANDE POETA GAÚCHO E BRASILEIRO, MARIO QUINTANA!
QUANDO VOLTAR A LER-TE OU VER-TE, QUERO ENCONTRÁ-LA COM UMA DISPOSIÇÃO SUA MEU PERSONAGEM DO TEXTO, COM MAIOR ALEGRIA, CURTINDO A VIDA A MIL PELO BRASIL E PELO MUNDO!
MarneDulinski