O rio vai nu por entre as pernas
O rio vai nu por entre as pernas
da mulher triste Madalena
que se entregou ao pregador
e se abriu como uma flor.
Era prostituta e era santa
seu corpo era um santuário
matava a fome aos pecadores
cheios de culpa por amor
uma espécie de calvário.
Quiseram atirar-lhe pedras
e isso era desculpa
para esconderem os vícios
que o corpo oculta na bonita roupa.
Mas houve um homem
que se entregou
aquela sua santidade
e com amor transformou
em virtude aquele pecado.
lobo
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Sábado, Enero 2, 2010 - 22:35
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Comentarios
Re: O rio vai nu por entre as pernas
Há muito não te lia, caro Lobo... diria que tal poema revela um lado ainda não explorado e sem medo de explorá-lo.
Alcantra.
Re: O rio vai nu por entre as pernas
Mto bom, inteligente, interventivo e bem escrito
gostei mto
abraço
Re: O rio vai nu por entre as pernas
Parabéns pelo belo poema.
Gostei.
Um abraço,
REF
Re: O rio vai nu por entre as pernas
LINDO TEXTO!
Marne