por estares assim, tão longe
por estares assim, tão longe,
perdi em ti, meu abrigo
mergulhando neste perigo
de sentir perder o norte.
voo sem um passaporte
sem partida e sem destino
como mago clandestino
que prevê a sua morte
por estares assim, tão longe,
não te toco, não te cheiro
não sou mais aquele arqueiro
que te fere o coração
decreto a minha expulsão
rastejo, perco paixão
liberto a tua mão
e caio em desfiladeiro
em queda vertiginosa
(por estares assim, tão longe)
solto no ar meus desejos.
no vento que me sufoca
largo os meus últimos beijos
que chovem como lampejos
e enchem a tua boca
nuno guimarães
www.minha-gaveta.blogspot.com
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Martes, Enero 12, 2010 - 00:35
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Comentarios
Re: por estares assim, tão longe
Belo poema.
Parabéns,
um abraço,
REF
Re: por estares assim, tão longe
NunoG,
A tristeza do amor em sua distância mais próximo pelas lembranças
Belo poema
Cecilia Iacona
Re: por estares assim, tão longe
LINDO POEMA, GOSTEI MUITO!
Meus parabéns,
Marne