lapso de tempo

tenho um lapso de tempo
reservado no meu bolso.
sem uma razão aparente
mantenho-o assim guardado
no seu estado dormente
num velho relógio parado
que de corda bem partida
repousa solenemente
suspendendo o precipício
que nos ameaça a vida

usado como uma bomba
de mortífera paciência
liquida os seres alados
que enfrentando a ciência
vivem na consciência
e surgem de muitos lados

assim, de arrojo, usado
vigora a hecatombe
dos fantasmas do passado.
jazem já em densa calma
em sentimento esfumado
pelas ruas da cidade
que vive dentro da alma

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Sábado, Enero 16, 2010 - 00:04

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NunoG

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Re: lapso de tempo

LINDO POEMA, GOSTEI MUITO!
Meus parabéns,
Marne

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