calo-me
ardo canela em fogueira d’alma
contemplando a chama lenta
e calo-me
vendo cinzas que caem
de um modo que me violenta.
sinto o corpo consumido, pendente
em palavras mudas que murmuro amargurado
e calo-me
num silêncio consistente.
calo-me cansado, completamente esgotado
matando palavras que grito
palavras que por escrito
agora rasgo, queimo na fogueira do destino
e calo-me
por ti, por mim, por todos
suspendo o meu pensar
cancelo, não falo em lodos
que com instinto assassino
me fazem clandestino
e me obrigam a calar
Nuno Guimarães
(www.minha-gaveta.blogspot.com)
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Domingo, Enero 17, 2010 - 01:31
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Comentarios
Re: calo-me
Um belo poema aromatizado com canela! Gostei imenso! Q nunca se cale o poeta!
Beijinho em si!
Inês Dunas
Re: calo-me
LINDO POEMA, GOSTEI MUITO!
ardo canela em fogueira d’alma
contemplando a chama lenta
e calo-me
vendo cinzas que caem
de um modo que me violenta.
Meus parabéns,
MarneDulinski
Re: calo-me
parabéns Nuno pelo poema, gostei de ler.
que com instinto assassino
me fazem clandestino
e me obrigam a calar
um abraço
Melo