Um ultimo passeio.

Andando por entre corpos pútridos
senti uma leve sensação de prazer
eram cadavericamente perfeitos
maravilhada nem sabia o que fazer.

Senti-me mais que um ser maculável
que passeia por entre cadáveres
sem ansiar seus medos.
Senti-me como parte de alguma forma
das muitas almas que ali jaziam
de algum jeito me senti atraida
aqueles corpos de ficar ali me convenciam.

Mas um ser em especial me chamou a atenção,
seu sangue ainda fresco por ele todo escorria
de fato tivera uma morte fria e violenta
só que ainda sim, ali ele ainda que mórbido sorria.

Era então ali que nascia em mim
um tão desejado sentimento, o chamado amor
que traz dor e sofrimento.
Decidida,seria esse meu último passeio.
Como se a escuridão houvesse se tornado luz
com o dito corpo fiquei, livre de receios
eu o desejei, e, com o destino mais do que certo
então ali eu me matei.
Necrófila, era evidente..
morta se juntara a eles mais uma decadente.

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Miércoles, Enero 27, 2010 - 06:20

Poesia :

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Jhyn

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Comentarios

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Re: Um ultimo passeio.

POEMA LINDO, TRISTE E IMPACTANTE!
Meus parabéns,
MARNE

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Re: Um ultimo passeio.

Jhyn
Eu tremir um pouco lendo esse seu poema,
mas, tenho certeza que a minha filha irá adorar,
quando ela ler, pois ela gosta muito de filmes
de terror, e esse seu poema tá um terror-
prá lá de bom!

Parabéns.

Imagen de Mefistus

Re: Um ultimo passeio.

Jhyn;
Ès muito mais o que aquilo que dás a entender. Escondes-te em metáforas e alegorias , não com o intuito de chocar ou assustar ( se fosse o caso, optavas pelo Gótico em vez de Geral), mas para eliminar qualquer chance de podermos te conhecer um pouco melhor.
Sabes aqueles miticos cavaleiros dos Senhores dos Aneis? Os de capuz, sem rosto?
Assim é a tua escrita.
Apenas e tão só no meu ponto de vista, ( e repara que eu não sou ninguem!), caminhas hesitante entre os destroços do dia a dia, gente que a ti nada diz (cadáveres do que podiam ter sido), em busca da outra metade("das muitas almas que ali jaziam
de algum jeito me senti atraida").
Procuravas a essência entre os outros ( repara que ficaste maravilhada com os cadáveres perfeitos, mas porque já não tinham nada a te oferecer, escolheste um novo, ainda com sangue).
Sendo o sangue vida, a ansia de o querer salvar antes que ele tambem acabe como os outros (eu o desejei, e, com o destino mais do que certo
então ali eu me matei.), matas-te não o teu corpo, mas a tua procura.
Encontraste o teu caminho.

Pode nem ter sido isto, pode ser uma estupidez de interpretação, mas é assim que eu "te vi", e te li.

E confesso que gostei bastante!

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