O tempo passa

O relógio acusa o golpe do tempo
este tempo que corre, ao sabor do vento
da distância de mim, de Deus, de todos.

Estarei louco?
Fujo de mim como de uma sombra fantasma
no calor do dia, no medo da noite

Quero a todo custo me firmar
Em uma placa de gelo que se derrete
E vira água, ou vapor que leva à chuva

Não se pega, não se busca, não se ama
Ah, esta ampulheta célere que escorre
Como todos os sonhos de primavera,
no inverno, hibernam.

AjAraújo, o poeta humanista, escrito em março de 1975.

Submited by

Jueves, Febrero 11, 2010 - 21:01

Poesia :

Sin votos aún

AjAraujo

Imagen de AjAraujo
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 7 años 42 semanas
Integró: 10/29/2009
Posts:
Points: 15584

Comentarios

Imagen de AjAraujo

Não se pega, não se busca,

Não se pega, não se busca, não se ama
Ah, esta ampulheta célere que escorre
Como todos os sonhos de primavera,
no inverno, hibernam.

.

Imagen de Henrique

Re: O tempo passa

O relógio acusa o golpe do tempo
este tempo que corre, ao sabor do vento
da distância de mim, de Deus, de todos.

O poeta nunca é louco, é poeta!!!

:-)

Imagen de RobertoEstevesdaFonseca

Re: O tempo passa

Parabéns pelo belo poema.

Gostei.

Um abraço,
Roberto

Imagen de MarneDulinski

Re: O tempo passa

LINDA MEDITAÇÃO!
GOSTEI MUITO, MEUS PARABÉNS,
Marne

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of AjAraujo

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/Intervención Desencanto (Manuel Bandeira) 0 2.677 08/17/2011 - 20:57 Portuguese
Poesia/Intervención Minha grande ternura (Manuel Bandeira) 0 4.173 08/17/2011 - 20:54 Portuguese
Poesia/Meditación Enquanto a chuva cai (Manuel Bandeira) 0 3.209 08/17/2011 - 20:52 Portuguese
Poesia/Intervención A morte absoluta (Manuel Bandeira) 0 4.385 08/17/2011 - 20:47 Portuguese
Poesia/Pensamientos Arte de Amar (Manuel Bandeira) 0 6.304 08/17/2011 - 20:44 Portuguese
Poesia/Desilusión Surdina (Olavo Bilac) 0 1.467 08/17/2011 - 12:28 Portuguese
Poesia/Amor O Amor e a Morte (José Régio) 0 4.968 08/17/2011 - 12:25 Portuguese
Poesia/Intervención Solidão (Pedro Homem de Mello) 0 3.996 08/17/2011 - 12:23 Portuguese
Poesia/Intervención O que eu sou... (Teixeira de Pascoaes) 0 2.325 08/17/2011 - 12:21 Portuguese
Poesia/Intervención Fim (Álvaro de Campos) 0 5.004 08/17/2011 - 12:16 Portuguese
Poesia/Meditación Memória (Carlos Drummond de Andrade) 0 2.248 08/17/2011 - 12:14 Portuguese
Poesia/Intervención A hora da partida (Sophia de Mello Breyner Andresen) 0 7.112 08/17/2011 - 12:12 Portuguese
Poesia/Intervención Canção da Partida (Cesário Verde) 0 3.614 08/17/2011 - 12:09 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Biografia: Cora Coralina(1889-1985), poetisa brasileira, natural de Goiás. 0 16.359 08/17/2011 - 01:21 Portuguese
Poesia/Meditación Mascarados (Cora Coralina) 0 4.489 08/17/2011 - 01:12 Portuguese
Poesia/Dedicada Minha Cidade (Cora Coralina) 0 1.181 08/17/2011 - 01:10 Portuguese
Poesia/Dedicada Rio Vermelho (Cora Coralina) 0 1.021 08/17/2011 - 01:08 Portuguese
Poesia/Dedicada Bem-te-vi bem-te-vi... (Cora Coralina) 0 4.177 08/17/2011 - 01:06 Portuguese
Poesia/Meditación Todas as Vidas (Cora Coralina) 0 723 08/17/2011 - 01:04 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Biografia: Mário Quintana (1906-1994), poeta, escritor e jornalista brasileiro. 0 12.375 08/15/2011 - 17:48 Portuguese
Poesia/Intervención Ah! Os relógios (Mário Quintana) 0 1.802 08/15/2011 - 17:38 Portuguese
Poesia/Desilusión Canção dos romances perdidos (Mário Quintana) 0 2.822 08/15/2011 - 17:35 Portuguese
Poesia/Amor Canção do amor imprevisto (Mário Quintana) 0 2.973 08/15/2011 - 17:33 Portuguese
Poesia/Amor Bilhete (Mário Quintana) 0 1.109 08/15/2011 - 17:30 Portuguese
Poesia/Dedicada As mãos do meu pai (Mário Quintana) 0 702 08/15/2011 - 17:28 Portuguese