Quelíceras da alma

Lanças uma teia que não é,
teces com fio que não existe,
prendes-me na dor - afta.
.
Rodeias-me flexão em espelho,
de pantufas fazes o escrutíneo ao meu desejo
sem que te importe o fim.
.
Quelíceras na alma
com que me injectas o veneno
e paralisas o rosto do meu sonho.
.
Adormeces-me,
sonífero galopante no sangue
adverso às rédeas do império.
.
Atravesso o limbo.
Atravesso o tempo.
Cumpro a última viagem.
.

Formal. Fico.
Informal. Vou.
.

E quando o organismo te detecta
já fui queimado...
como o último cromo da colecção.

rainbowsky

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Jueves, Abril 8, 2010 - 18:03

Poesia :

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rainbowsky

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Comentarios

Imagen de Henrique

Re: Quelíceras da alma

Somos presas fáceis da ilusão!!!

:-)

Imagen de nunomarques

Re: Quelíceras da alma

Formal. Fico.
Informal. Vou.

Que informal, fiques.
E despertes das dormências da alma, rompendo as teias e curando as feridas.

Sempre mágica a tua poesia

Abraço
Nuno

Imagen de mariamateus

Re: Quelíceras da alma

rainbowsky

Formal. Fico.
Informal. Vou.
.

Bom texto...

Gostei, de te ler!!!

Abraço-luz para ti!

Imagen de Librisscriptaest

Re: Quelíceras da alma

E assim vivemos nós, presos em teias de formalidades, onde ocultamos as dores numa auto-protecção roçando o masoquista q nos paralisa as dores, mas tb adormece os sonhos, numa espécie de estranha anestesia...
Gosto sempre de enlaçar-me na teia da tua poesia!
Beijinho em ti Rain!
Inês

Imagen de mariacarla

Re: Quelíceras da alma

A alma envolta numa teia invisível de dor que nos obriga... a ir e a ficar mas já queimados em veneno ;-)

beijinho

Carla

Imagen de Anita

Re: Quelíceras da alma

Ser picado realmente
Ser tocado por algo somente na alma

Saudações, Anita

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