Quase amor

Putrefa o corpo em langor vadio
corpo vazio
Alegoria que a alma carrega incauta
monótona pauta.

Corre o mundo em insalubre velocidade
espreme-se dele o úbre,
mas não há leite,
nem saciedade.

Escorre a vida,
insípida, sem cor
percorre-me insossa
nem mais alegria, nem dor.

Resta apenas uma fugaz presença
um quase amor
Resta apenas uma saudade imensa
uma quase dor.

Um quase beijo que minha alma,
plena, beijou
Um rio de seixos
que o fogo da mágoa,
a água, evaporou.

Resta apenas o caminho
de pedras e desejo humano
e um seco pergaminho
ansioso e insano
(que o tempo, por segurança, queimou).

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Sábado, Abril 17, 2010 - 12:42

Poesia :

Su voto: Nada (1 vote)

analyra

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Comentarios

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Re: Quase amor

Ana,

Um quase, que de tanto se insurgir, transforma-se num nada, que de tanto se prolongar, transforma-se num tudo.

Favorito*

Beijo
Nuno

Imagen de Librisscriptaest

Re: Quase amor

Minha querida não me parece justo citar parte do teuu poema, seria a meu ver um crime hediondo, pq todo ele esta sublime e desmembra-lo seria um vil acto de crueldade...
A poesia q flui de ti como agua corrente sempre me surpreende e delicia....
Tens um talento tão grande minha querida Lyra poetica!
Vou leva-lo comigo com carinho e humildade!
Beijinho grande, grande em ti!
Inês

Imagen de PeGAsuS89

Re: Quase amor

Gostei muito :-)
Adoro ler o que escreve.

bjo

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