A IMAGINAÇÃO E A CURIOSIDADE
A imaginação andava muito preocupada.
Sentia-se cansada e nao sabia a quem recorrer,
nem mais o que escrever.
Então lembrou-se de sua amiga,
a Curiosidade que era quem
sempre sabia os problemas resolver.
- Amiga, estou aos seus cuidados,
o que tens para me oferecer?
Perguntou a Imaginação,sem se conter.
Já pensei em consultar um médico,
mas nao sei se ele vai me entender.
Preciso renovar meu repertório
e nao sei por onde começar,
falou a Imaginação,
pondo-se a pensar...
- Nao desistas, tenho um plano
e só me seguir que eu te acompanho
e pelo caminho vou te explicando,
o que devemos fazer,
falou a Curiosidade,
já muito feliz em poder colaborar
e depois a todos contar
o que a Imaginação iria inventar.
- O que tens em mente,
perguntou a Imaginação à Curiosidade,
que corria a sua frente,
sem deixa-la respirar.
- Siga-me e nao comente,
senão me perco novamente
e ficamos as duas só a imaginar
o que busco tao contente.
E lá se foram as duas,
conversando amigavelmente.
A Curiosidade seguiu por um
caminho estreito,
levando a Imaginação a pensar,
no que estaria a sua amiga a procurar.
Chegaram a uma cabana escondida,
em meio a uns arbustos,
numa pequena colina,
onde apenas a fumaça que saia pela chaminé,
era visivel aquela hora da matina.
A Curiosidade não se continha
e a Imaginação já mais desperta,
começava a imginar,
quem poderia estar aquela hora
fazendo um café,
já que da chaminé
a fumaça que se erguia,
deixava muito a desejar.
A porta estava entreaberta
e as duas já querendo por ali espionar,
para ver se poderiam descobrir,
quem estava naquela cabana a morar.
Pé- ante- pé, sem fazer nenhum ruído,
as duas foram entrando
e com surpresa ali encontraram
alguém dormindo.
O aroma de café do bule evaporando
e no ar se espalhando.
A Curiosidade nao se conteve
e foi logo acordando o gênio do café,
que estivera adormecido.
O coitado, distraido,
mal percebeu que a água do bule havia fervido,
e o café já estava servido.
- Quem são vocês e o que fazem aqui,
perguntou ele, surpreso,
ao ver que havia sido surpreendido
ainda dormindo, vestindo só o abrigo.
Somos a sua Imaginação,
meu querido amigo.
E a sua Curiosidade é tanta,
que voltaremos mais vezes para visitá-lo,
mas se prepare,
nao queremos mais acordá-lo.
E as duas desapareceram,
contentes com o que encontraram.
A Curiosidade satisfeita por
ter ajudado a Imaginação
a essa pequena estória escrever
e a um bom café tomar para aquecer
e depois adormecer...
Dbora Benvenuti
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