O Dom que te inferniza

É mais confortável não me importar
Mas importo-me!
E não sei escolher as palavras com genialidade suficiente
O que não me impede
De as tentar usar
Não sei se a melhor arma é o silêncio
Afinal o não tomar atitude conscientemente
Por vezes…
É a melhor atitude
O fiz…
Pelo tempo que achei que devia fazer
Agora já não
Agora meto-me no meio da guerra
Objectivando a salvação
Possivelmente até achas que não precisas dela
Talvez até eu esteja enganado
Se tiver…
Não te peço desculpas por meter-me numa briga que não fui chamado
É o que minha razão manda
Pois me importo
Mesmo que pouco te importes que me importe
É indiferente para mim
É o meu dever
Imposto pela minha moral
Por isso mesmo que estejas a bailar alegremente
E cuspas o fogo para o qual caminhas
Só terás um meio de impedir-me de levar-te ao caminho que eu julgo o certo
Terás que convencer-me que estou errado
Poderás tudo
Mas não podes mais do que eu
Pois mesmo que finjas que me ignores
Não ignoras o facto que eu estou lá
A distancia de um telefonema
De um pensamento
Pois ouço tua voz mesmo quando estas calado
Teus pensamentos e sentires atravessam distâncias superiores a aquelas que imaginas
Pois conheço tão bem conheces ou melhor
O Dom que te inferniza

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Martes, Mayo 25, 2010 - 11:16

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