Idiossincrasias.

Porque falam as bocas sem pensar?
Porque as linguas não são cozidas
e comidas como manjar?

Porque a saliva não vira molho?
E os gases do repolho e do amar
não desfazem-se na imensidão do ar?

Porque não se torna silente
o silvo dessa serpente
que sibilande, rebelde, não quer calar?

Porque?

Visualizei o apocalípse
na escuridão o eclipse
sol e lua no mesmo ar.

Não me vendo, nem me rendo
nem permaneço sofrendo
apenas quero respirar.

Sigo em frente não vendo
caio e vou vivendo
engano-me para cantar.

E assim mais um dia,
de manhã mato a poesia
mas volto sempre para ressussitar
na hora em que me vejo em versos a pensar.

(Não mais penar)

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Jueves, Junio 10, 2010 - 16:32

Poesia :

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analyra

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Re: Idiossincrasias.

Visualizei o apocalípse
na escuridão o eclipse
sol e lua no mesmo ar.

é a hora de pensar, e em versos ressuscitar.
O sentido, das palavras sentidas.

Beijo
Nuno

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Re: Idiossincrasias.

Respirar é um bom desejo,
Mas não é a tua única realização.
Gostei.

Imagen de Librisscriptaest

Re: Idiossincrasias.

E eis q surge das cinzas a bela fenix renascida!
:)
Minha muito querida Lyra poetica, nao se mata a poesia, ela corre-te nas veias, para o bem e para o mal!
Este teu poema esta um desabafo muito bem conseguido e revela tb esse teu lado guerreiro e vivo q tanto admiro!
"Não me vendo, nem me rendo
nem permaneço sofrendo
apenas quero respirar."
Lirazinha, embaixatriz, estreluda, lolll
Eu adoro você!!!
Beijinho grande em ti e abracinho apertadinho
Inês

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