ENQUANTO HÁ TEMPO

ENQUANTO HÁ TEMPO

Quem sabe um dia,

eu te verei chegar sorrindo,

e toda essa angústia

que me sufoca e me deprime,

será apenas uma lembrança

de um passado já distante.

Quanto tempo ainda terei

que conviver com o coração ferido,

se tudo que eu preciso

é da tua presença

e isso eu não consigo,

porque a distância é

como um abismo,

intransponível e invisível,

e isto tudo não faz sentido,

porque eu te quero tanto

e tu não ouves o meu pranto.

Minhas lágrimas escorrem

por todo o canto.

E por mais

que eu reprima essa dor,

que me acompanha e que me fere tanto,

sinto que a tua ausência

fere mais que o silêncio,

que agoniza com o meu pranto.

Onde estás,

que não ouves esse lamento?

Só me diz enquanto há tempo,

porque o tempo há muito

por aqui passou e de neve

meus cabelos transformou.

Quando enfim me encontrares,

saberás que existiu alguém,

que por ti esteve esperando

e não mais encontrarás

esse coração suplicante.

No lugar dele, apenas um tampo,

encoberto pela poeira do tempo,

onde se lê com letras apagadas:

" Aqui jaz um coração que te amou tanto!"

Débora Benvenuti

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Miércoles, Junio 30, 2010 - 15:41

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Comentarios

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Re: ENQUANTO HÁ TEMPO

Lindíssimo Débora, uma dor q arde nos olhos, se entranha em nós e nos contagia....
"No lugar dele, apenas um tampo,

encoberto pela poeira do tempo,

onde se lê com letras apagadas:

" Aqui jaz um coração que te amou tanto!""
Beijinho grande em ti!
Inês

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