Um canto
Ontem à tarde, bem à tarde falaste bem baixinho
Dizias ser o futuro o espaço de um ninho!
Hoje a tarde chegou breve e lisonjeira;
Não cantava doces sussurros de baixo da macieira.
Afligiu o coração, no encanto de outrora
Foi ali o passarinho que fugiu da gaiola.
Nas tardes dos meus sonhos, vejo uma janela
Olho todas as flores em busca de uma delas.
Canta o rouxinol, abre as asas sabiá
Viaja ligeiro o canto, meu amor a encontrar.
Nize Louzan
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Domingo, Julio 25, 2010 - 06:51
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Comentarios
Re: Um canto
Belo e simples... Gostei...
:-)
Re: Um canto
Que lindo, Nize!
Obrigado, vou adorar!
Grande abraço,
Roberto
Re: Um canto
Roberto, que alegria é poder
ler teu comentário.
A suavidade com que sempre
traduz minha escrita.
Mas feliz ainda, porque tenho
por ti grande admiração.
Não me esqueci que ainda lhe
devo um poema.
Grande abraço.
Re: Um canto
Tanto flores quanto pessoas são janelas para outras dimensões. Quando murcha a flor ou morre o homem, janelas se fecham. Porém, outras janelas se abrem com novas flores que desabrocham e novas pessoas que nascem. E assim ressurgem pássaros, para o lugar daqueles que, para longe, voaram.
Viver a vida faz-nos, muitas vezes, seguir por caminhos pelos quais nunca passamos antes.
Singular poema! Gostei imensamente!
Grande abraço,
Roberto