COISAS TÃO NOSSAS

Talhando fechados rostos em escultura
Donde veio impertinente esta amargura
Que me dão sem perguntar se quero ter?
E no nascer da aurora mal fadada
Cresce na alma, entrelaçada hera
E beijo os lábios duma boca que não espera...
Aí quem me dera,
Não ter a vida traçada!
Junto minhas penas ás da guitarra
Neste chorar triste que me dá a mão
E testemunho o soluçar que nos desgarra...
Como é bizarra
Esta solidão!
E o povo nas lezírias da má sorte
Vai lavrando gestos frios de metal
Numa concepção sofrida que suporte
Este querer, este viver que é abismal.
Donde vem, porque é tão estranha?
Que parente tão lacrimal
Te deu a tristeza tamanha
E te chamou Portugal?
Regensburg
12-08-2010
Beija-flor
Submited by
Jueves, Agosto 12, 2010 - 22:29
Poesia :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 855 reads
Add comment
Inicie sesión para enviar comentarios
other contents of beija-flor76
| Tema | Título | Respuestas | Lecturas |
Último envío |
Idioma | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Aforismo | ATRIZ PRINCIPAL | 8 | 485 | 05/04/2010 - 22:04 | Portuguese | |
| Poesia/Amor | EM TEU PEITO | 5 | 443 | 05/04/2010 - 21:55 | Portuguese |






Comentarios
Re: COISAS TÃO NOSSAS
Que poema fantástico! De grande sabedoria.
Abraço